É Alergia a Chocolate ou é Intolerância? Entenda as diferenças.

Medicina, Nutrição | 0 Comentários

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A alergia a chocolate pode ser um motivo de preocupação para muitos pais. E, para começar a entender sobre este assunto, é importante saber que geralmente as reações alérgicas surgem, na verdade, em decorrência especificamente de algum dos ingredientes que o compõe: o leite (ou, melhor dizendo, as proteínas do leite, que estão entre seus principais ingredientes do chocolate), os frutos secos (como as castanhas, amendoim, nozes, etc), o trigo, a cafeína, o ovo, a soja e também os corantes, conservantes e essências. A alergia ao cacau em si, é mais rara, e pouco frequente. As alergias alimentares são mais frequentes nas crianças e devemos estar atentos às diferenças entre uma Alergia e a Intolerância a determinado alimento, que afetam o organismo de formas bastante distintas:

Intolerância

É a sensibilidade que se tem a determinado alimento (ou ingrediente) ao nível do sistema digestório, normalmente devido à deficiência ou ausência de enzimas específicas, dificultando sua metabolização. A intolerância à lactose é a mais comum e estima-se que atinja 70% das pessoas, em maior ou menor grau. Manifesta-se com sintomas de com diarreia, náuseas, dores abdominais, etc.

Alergia

Pode ser mais grave do que a intolerância, pois é uma reação do sistema imunológico (não apenas do digestório) às proteínas do alimento. As alergias podem ser muito variadas, tanto em severidade como no intervalo de sua manifestação. Podem afetar os sistemas cutâneo, respiratório, digestório ou cardiovascular, em forma de coceira, queda da pressão arterial, falta de ar, tosse, etc. 

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Os sintomas, tanto da alergia a chocolate, quanto da intolerância, nem sempre aparecem logo após a ingestão: eles podem aparecer várias horas depois. Diante da suspeita de uma reação alérgica ou intolerância a qualquer alimento, procure um médico e realize os exames para comprovação do diagnóstico e tratamento correto.

Então devo me preocupar em saber qual é a composição do Chocolate?

Sim! Se o seu filho passa mal ao comer um chocolate, é muito importante que você saiba que a origem da indisposição pode estar especificamente em um dos ingredientes, principalmente nas proteínas do leite. Tenha em mente que a alergia a chocolate pode ser, na verdade, alergia a alguns desses ingredientes:

Cacau, que está entre os principais ingredientes do chocolate. Mas reações alérgicas especificamente ao cacau são muito raras.

Leite, que está presente na maioria dos chocolates. São as proteínas do leite ou seus derivados que causam as alergias alimentares mais frequentes.

As proteínas da clara do ovo podem ser identificadas como um corpo estranho pelo sistema imunológico e causar alergia.

Corantes, conservantes, essências e aromatizantes também podem provocar reações adversas, entre elas, as alergias.

Amendoim, amêndoas, nozes, avelãs, macadâmias e outras castanhas estão entre os alérgenos alimentares mais frequentes. Podem desencadear reações alérgicas graves e que se iniciam em poucos minutos.

Trigo e glúten. O recheio de alguns tipos de ovos de Páscoa é feito com uma pasta que utiliza farinha de trigo ou malte de cevada, e as proteínas destes cereais podem causar alergias.

A lecitina de soja é usada como estabilizante na confecção dos chocolates, e é um dos alérgenos alimentares mais comuns.

O café pode estar presente em pequenas quantidades, especialmente nos chocolates mais escuros, e podem causar reações alérgicas, mas são bem mais incomuns.

Milho. Usado em chocolates brancos sob a forma de uma xarope de glucose derivado do milho, mais barato e tão versátil quanto o açúcar, além de impedir a cristalização de doces, mas que pode também gerar reações alérgicas.

Então pode ser alergia ao leite?

Sim. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, vários estudos mostram que é muito mais comum a criança ter alergia ao leite, ao ovo, aos corantes, essências, castanhas, etc, presentes no chocolate, do que ao cacau propriamente dito. A alergia ao cacau é bastante rara e incomum. Aa alergia a chocolate, que é uma alergia alimentar como qualquer outra, acontece por uma situação de hipersensibilidade: o sistema imunológico produz anticorpos e histamina em reação a determinados alimentos, agindo como se eles fossem potencialmente perigosos. É como se o organismo se defendesse de “forma exagerada”, levando à reação alérgica. Heranças genéticas, hábitos alimentares, condições de higiene, faixa etária, e algumas vezes, até consequências de doenças infecciosas, podem ser fatores que levam uma pessoa desenvolver uma alergia alimentar.

Quais são os sintomas da alergia alimentar?

Entre os possível sintomas de uma alergia alimentar, inclusive da alergia ao chocolate, estão:

  • Coceiras
  • Falta de ar
  • Dores de cabeça
  • Tosse
  • Inchaço
  • Aparecimento de erupções ou urticária na pele
  • Gases
  • Pressão baixa
  • Chiado no peito

Após a ingestão do chocolate seu filho começar a apresentar algum desses sintomas, deve-se procurar um médico com rapidez.

Meu filho tem mesmo alergia a chocolate. Qual é o tratamento?

Em geral, se foi diagnosticada alergia a chocolate ou a qualquer um dos seus componentes, a principal estratégia é evitar os causadores da alergia. Siga à risca as orientações médicas ou do nutricionista, pois eles indicarão quais alimentos podem ser consumidos e quais devem ser evitados. Esta não é uma tarefa tão simples, e requer alterações na rotina do seu filho e na sua. Nos casos de alergia aguda e severa, os médicos poderão administrar medicamentos anti-histamínicos, para reduzir rapidamente os sintomas. Mas lembre-se: só um médico pode prescrever medicamentos! A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entende que o acesso a informações adequadas sobre a presença dos ingredientes no rótulo dos alimentos é essencial para proteger a saúde de indivíduos com alergias e, por isso, regulamenta a rotulagem de alimentos alergênicos. Habitue-se a ler cuidadosamente os rótulos de todos os alimentos, identificando os ingredientes a serem evitados. Você pode, e deve, consultar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante do produto, para esclarecer qualquer dúvida.

Alfarroba: boa alternativa para quem tem alergia a chocolate

Alfarroba: um substituto à altura do chocolate

Privar uma criança de um chocolate, especialmente na época de Páscoa, pode ser um desafio e tanto. É muito importante que toda a família – não apenas os pais – tenha em mente que a alergia ou intolerância precisam ser respeitadas, e que os cuidados não são mera superproteção do pai ou da mãe. Felizmente, pessoas com alergia a chocolate têm atualmente opções de produtos sem componentes alergênicos, ideiais para quem não consegue nem imaginar abrir mão desta guloseima tão apreciada por crianças, jovens e adultos, principalmente na época da Páscoa. Existe, por exemplo, uma vagem comestível, chamada alfarroba, cuja polpa, após soterrada e moída, origina um pó, que é utilizado para substituir o cacau. Seu sabor, cor e textura são muito semelhantes aos do chocolate tradicional, e é naturalmente doce, dispensando a adição de açúcar. Isto representa uma vantagem, pois tornar o alimento menos calórico. Doces com alfarroba também não possuem lactose, que é justamente o ingrediente que mais causa alergias ou intolerância.

Zero Açúcar, Lactose e Glúten

O mercado brasileiro de chocolates se diversificou nos últimos anos, em resposta ao aumento da procura de opções de produtos por pessoas com necessidades específicas, como alergia a chocolate, doença celíaca, ou em dietas com restrição de açúcar, como os diabéticos. Alguns grandes fabricantes também já produzem chocolates meio amargos, com 50% de cacau, zero lactose ou zero glúten, assim como os que substituem o leite pela soja, que são boas opções para quem tem alergia a chocolate.

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Como saber exatamente aquilo que causa alergia no meu filho?

O diagnóstico de alergia alimentar baseia-se na identificação dos alimentos suspeitos e pode ser feito por meio de testes de alergia na pele ou no sangue – sempre solicitados pelo médico, é claro. Normalmente os testes começam com os alimentos mais alergênicos, como o leite, castanhas, glúten, etc, e vão sendo excluídas as possibilidades, até que se chegue ao alimento responsável. Os tipos de teste mais comuns são:

Teste na Pele

No Prick Test, realizado na superfície da pele, faz-se a aplicação de diferentes extratos de alimentos conhecidos por causar alergia, deixando-os atuar durante cerca de 24 a 48 horas. Observa-se as reações (inchaço, vermelhidão, coceira, bolhas, etc), para saber se o resultado foi positivo ou negativo para cada um dos extratos, e medir qual é o nível de alergia do paciente a cada um deles.

Teste de Sangue

Este teste, chamado de RAST, é feito pela análise em laboratório do sangue coletado. O exame identifica a presença de alérgenos no sangue e a distribuição dos níveis de anticorpos no organismo, indicando se houve ou não reação alérgica. Normalmente estes exames são feitos após um teste de provocação oral (ingestão de pequena quantidade do(s) alimento(s) suspeito de ser o causador da alergia).

Para apreciar com moderação

Épocas em que as crianças são estimuladas a comer doces, como a Páscoa e o Hallowen, são muito aguardadas pelos pequenos, e mesmo aquelas que têm intolerância ou alergia a chocolate podem ficar satisfeitas, sem correr riscos. A família pode, por exemplo, substituir o chocolate por outras guloseimas, como pirulitos, balas de goma, entre outros, como se faz no Halloween. Mas é importante não abusar. Hoje, mais de 30% da população infantil já apresenta sobrepeso ou obesidade. O consumo de doces não deve ser excessivo, para não prejudicar a saúde das crianças, nem gerar hábitos que possam transformá-las em jovens e adultos obesos.

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Todas as informações aqui apresentadas têm objetivo meramente informativo, não pretendendo, em tempo algum, substituir as orientações e diagnósticos de profissionais da saúde, ou servir como indicação para qualquer tipo de tratamento. Somente o profissional da saúde poderá indicar, iniciar, alterar ou interromper tratamentos. NUNCA tome medicamentos sem orientação médica.

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