Automutilação (ou Cutting): uma dor para esconder outra

Psicologia | 0 Comentários

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O “Cutting” é a prática de automutilação ou autolesão, que costuma ocorrer mais comumente na adolescência e, para a maior parte das pessoas, é algo muito difícil de entender. Por que alguém iria machucar a si mesmo?

Não se trata de mutilação desfigurante. Na verdade, é o ato de fazer pequenos cortes, superficiais, normalmente em locais não muito visíveis, como braços, pernas e ombros, com o uso de algum instrumento cortante (como lâminas de apontadores de lápis, por exemplo). Geralmente os jovens tentam esconder dos pais ou responsáveis. No “Cutting” não há manifestada a intenção real de suicídio, mas mesmo assim ele requer muita atenção, pois ele é sinal de um problema emocional – afinal, ninguém feliz se corta.

De acordo com a psicóloga Lislaine Milito, que atende na Vila Guilherme, em São Paulo, “o corte é sempre a expressão de um outro problema, e é preciso descobrir qual é o sentimento por trás dele. Existem várias causas possíveis, normalmente associadas à presença de algum tipo de tristeza”.

“O corte é sempre a expressão de um outro problema. As causas normalmente estão associadas a algum tipo de tristeza. Lislaine Milito

Psicóloga - CRP 06/76.047 - SP

Uma falsa ideia: “se é comum, então é normal”

São as meninas adolescentes e pré-adolescentes que mais praticam o cutting. E, infelizmente, muitas vezes o que se inicia como uma “válvula de escape” usada para lidar com o sofrimento, acaba se tornando uma compulsão ou uma dependência.

A psicóloga Maria do Carmo Ferreira, que atua na região do Murumbi, em São Paulo, destaca que “muitas vezes a adolescente não tem consciência exata das razões pelas quais começou a praticar a automutilação. E, como a prática está cada vez mais comum entre as jovens, têm a falsa sensação de que não há nada de errado, nenhum problema a ser tratado.” Segundo a psicóloga, entre os motivos, estão a carência afetiva, depressão, baixa autoestima, bullying, transtornos alimentares, entre outros”.

A automutilação é uma cortina para esconder conteúdos mais profundos de quem a comete, é um transtorno psiquiátrico e que requer tratamento. Dependendo do grau de fragilidade da personalidade do indivíduo, faz-se necessário tanto o atendimento por meio de psicoterapia quanto terapia medicamentosa. “A adolescência é um dos momentos mais delicados na vida do ser humano; é um momento em que o indivíduo se encontra em processo de formação de identidade e personalidade, e é indispensável um olhar clínico para diagnosticar e tratar as questões que possam ter contribuído desencadear a automutilação”, destaca a psicóloga.

“Muitas vezes a jovem não tem consciência exata das razões pelas quais começou a se cortar. E, como a prática está cada vez mais comum entre as jovens, elas têm a falsa sensação de que não há nada de errado, nenhum problema a ser tratado.” Maria do Carmo Ferreira

Psicóloga - CRP 06/56.100-5 - SP

Como detectar se a jovem está praticando a Automutilação?

Desde 2013, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Saúde Mental da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-V) considera a automutilação um transtorno mental autônomo, dissociado de outras síndromes. É fundamental este reconhecimento, mas principalmente o reconhecimento de que o “Cutting” é tratável.

Algumas jovens podem esconder a prática por muito tempo – porque conseguem levar uma vida aparente normal, sem revelar o problema, a não ser para os amigos mais próximos. Se você ou uma adolescente próxima está enfrentando este problema, não espere para buscar ajuda psicológica ou envolver os pais, para que o encaminhamento psicológico possa ser iniciado o mais rápido possível.

“Observe se ela anda cobrindo ou “escondendo” os pulsos, braços e pernas, mesmo nos dias de calor. Observe se ela tem o hábito de se trancar por longos períodos no quarto ou no banheiro. Verifique se aparecem pequenas manchas de sangue na roupa ou se há lâminas ou objetos cortantes no quarto ou na bolsa da jovem. Muitas delas praticam a automutilação desparafusando a lâmina do apontador de lápis”, sugere a psicóloga Lislaine Milito. 

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“Está confirmado: ela está se cortando. E agora?”

Ao confirmar que o problema está de fato acontecendo, procure aproximar-se dela com tranquilidade e de forma compreensiva, sem criticá-la. Tenha em mente que você quer acolhê-la e convencê-la de que ela precisa se abrir, expressar sua dor e receber apoio – e que não está querendo chamar atenção ou simplesmente seguindo uma “modinha”. A psicóloga Lislaine Milito lembra que, “se o objetivo fosse simplesmente chamar atenção, as mutilações aconteceriam em locais muito visíveis, não em locais que ela possa esconder com facilidade”.

O apoio e compreensão dos amigos e familiares nesse momento são bastante importantes, junto com a atenção de um profissional. “A psicoterapia é fundamental para ajudar a jovem a lidar com suas ansiedades e frustrações de forma mais madura e aprenda a aliviá-las de outros formas, sem se cortar”, reforça a psicóloga Maria do Carmo Ferreira. É importante também que as famílias tenham em mente que, em alguns casos, os problemas familiares podem estar entre as causas que levaram a jovem a praticar o cutting – e isto pode ser um sinal de que a própria família precisa de ajuda.

Automutilação é a substituição de uma dor por outra. É a busca do alívio de uma dor, mesmo que não identificada. É um sinal silencioso de algo não vai bem. Procure e ofereça ajuda. O tratamento do cutting pode oferecer à jovem as ferramentas emocionais para enfrentar os problemas da vida e da adolescência com maturidade, sem se autoagredir.

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Lislaine Zacarias Milito
Vila Guilherme, SP
CRP 76.047 – SP

Maria do Carmo S. Ferreira
Morumbi, SP
CRP 06/56.100-5 – SP

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