Cuidadores de idosos. Eles também precisam de apoio psicológico.

Psicologia |

Texto de Selma Deienno, Psicóloga na Vila Esperança (SP), parceira do Nossos Doutores.

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O Brasil terá a sexta maior população de idosos do mundo até 2025, segundo a Agência Fapesp e as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam que, devido à expressiva redução na taxa de fecundidade e ao aumento da expectativa de vida, o Brasil terá até 2050 cerca de 30% da sua população composta por pessoas com mais de 60 anos, ou seja, 1 em cada 3 brasileiros serão idosos. Com esse avanço de um perfil demográfico mais envelhecido, devemos considerar que nesse espaço ocuparão também o aumento de cuidadores de idosos.

Quem são os cuidadores de idosos?

Os cuidadores de idosos ao quais me refiro nesta reflexão não são os profissionais da área da saúde, e sim os cuidadores familiares – membros da família – que assumem as responsabilidades do cuidado com o idoso fragilizado.

Embora encontremos diversos conceitos de cuidador, há um consenso sobre sua definição: são os cuidadores de idosos quem dão a eles o suporte físico e psicológico, auxiliando suas vidas de uma forma geral, fornecendo ajuda prática. Muitas vezes esta função é feita pela esposa ou pelo marido, por um dos filhos ou por outro parente.

Os cuidadores de idosos podem ser primários (principal ou total responsável) ou secundários (ajudam de forma complementar).

Quais são as responsabilidades básicas dos cuidadores de idosos?

Quando os cuidadores de idosos não são profissionais da saúde, e sim familiares, geralmente não têm conhecimento nem informações suficientes sobre as condições comuns aos quais os idosos são expostos, como, por exemplo, a doença de Alzheimer e todas as suas particularidades. São necessárias informações específicas para um suporte e assistência melhores.

Há pouco conhecimento sobre as características do processo demencial, o seu curso e como lidar com problemas vivenciados pelos idosos acometidos por esta doença no dia a dia, pois conforme a demência progride, os cuidadores de idosos precisam, além de se envolver com a administração dos medicamentos, estarem atentos às tarefas de cuidado pessoal de higiene, banho e alimentação, além de, em muitos casos, cuidar também de eventuais quadros de hipertensão arterial, desordens digestivas, doenças respiratórias e propensão a infecções, sem falar dos sintomas psicológicos, que geralmente estão relacionados a depressão, ansiedade e insônia.

“A psicoterapia pode ter grande contribuição na manutenção de um estado mental e emocional saudável para o cuidador de um idoso, principalmente levando-se em conta que, neste caso específico, os cuidadores costumam ser membros da família, ou seja, são emocionalmente ligados aos idosos.”

Selma Deienno

Psicóloga - CRP 06/79.217

De que forma a o atendimento psicológico pode ajudar o cuidador?

A psicoterapia pode ter grande contribuição na manutenção de um estado mental e emocional saudável para o cuidador de um idoso, principalmente levando-se em conta que, neste caso específico, os cuidadores costumam ser membros da família, ou seja, são emocionalmente ligados aos idosos.

O atendimento psicológico promove intervenções que objetivam mediar e reduzir o sofrimento, de acordo com cada cuidador, que estejam relacionadas a compreensão e aceitação do diagnostico; tais como a criação de estratégia de enfrentamento, possibilidade de expressar as emoções e preocupações, e identificar os mecanismos que podem ajudar a reduzir os níveis de estresse.

A psicoeducação em psicoterapia, baseada na terapia comportamental cognitiva, pode ser eficaz para contribuir na redução da sobrecarga e no aumento do bem-estar geral, por serem focadas na transformação de crenças que estejam relacionados aos seus papéis de cuidadores de idosos.

Atendimento em grupo para cuidadores de idosos

Atendimentos em grupo para cuidadores de idosos também tem papel importante na promoção da restruturação cognitiva, modificação de crenças e pensamentos para o enfrentamento adequado do cotidiano, utilizando técnicas comportamentais especificas como relaxamento, incentivo à realização de atividades com intervenções focadas no luto do familiar, diante das perdas consequentes das próprias fragilidades.

Nestes atendimentos em grupo, promovemos a participação dos cuidadores de idosos em palestras, usamos técnicas de relaxamento e discussões de vários temas que contribuem significativamente para o alívio de depressão, da raiva, da ansiedade, entre outros sintomas muito comuns e presentes em cuidadores que são membros da família do idoso.

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Cuidar de si para cuidar do outro

Ser um familiar que cuida de um idoso não é ruim, nem causa apenas desprazer. Afinal, ver um ente querido bem tratado em um momento de maior fragilidade em sua vida, é algo muito positivo.

Porém, é natural que, ao abrir mão de suas atividades e dedicar-se a alguém em período integral, a vida do cuidador sofra alguns desarranjos, que aumentam o risco de problemas de saúde psicológica e física.

Por isso, participar de atendimentos psicológicos, com intervenções direcionadas à compreensão e aceitação dos diagnósticos, a criação de estratégias de enfrentamento da situação e das emoções, participar de grupos que compartilhem dos mesmos sofrimentos, lidar com a perda e com o luto, poderão contribuir para o bem-estar do cuidador e da qualidade da relação entre ele e o idoso fragilizado.

A adesão do cuidador ao tratamento psicológico certamente diminuirá o estresse e manterá a empatia dos cuidadores de idosos. E essa troca possibilitará, também, que o ato de cuidar possa ser mais leve e mais consciente. Para cuidar bem do outro, é necessário cuidar de si mesmo.


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Selma Deienno - Psicóloga - Vila Esperança, São Paulo - SP

Selma Deienno
Vila Esperança, São Paulo – SP
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Todas as informações aqui apresentadas têm objetivo meramente informativo, não pretendendo, em tempo algum, substituir as orientações e diagnósticos de profissionais da saúde, ou servir como indicação para qualquer tipo de tratamento. Somente o profissional da saúde poderá indicar, iniciar, alterar ou interromper tratamentos. NUNCA tome medicamentos sem orientação médica.

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