Quando devo levar meu filho ao Oftalmologista?

7/03/2018 | Medicina

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Se você percebeu que seu filho começou a “apertar” os olhos para enxergar, parece ter dificuldade em reconhecer rostos à distância, aproxima-se muito de todos os objetos, ou afasta-se deles para enxergá-los, de bom aluno passou a tirar notas mais baixas, reclama de dores de cabeça frequentes, lacrimeja ou coça os olhos em excesso ou é muito sensível à luz, fique atento: você precisa levar seu filho ao oftalmologista. Na verdade, a pergunta “Quando devo levar meu filho ao Oftalmologista?” precisa ser feita pelos pais logo no primeiros meses de vida da criança.

Os problemas de visão não detectados rapidamente podem ter um enorme impacto no desenvolvimento da criança. Infelizmente é muito comum descobrir problemas de visão só depois que o aluno entra na escola e a professora percebe que ele tem dificuldade de enxergar à distância. Por isso, é importante que os pais tenham em mente que mesmo crianças muito pequenas – bebês, até – já devem ir ao oftalmologista, e podem precisar usar óculos.

A primeira consulta ao oftalmologista deve acontecer antes do primeiro ano de vida, para assegurar que o desenvolvimento da criança não seja prejudicado por eventuais problemas de visão. Nos casos em que os pais notem que a criança tem dificuldade para enxergar, a consulta deve ser marcada imediatamente.

O que é o Teste do Olhinho?

O Teste do Olhinho, ou Teste do Reflexo Vermelho, é um exame neonatal de rotina que deve ser feito logo após o nascimento da criança, ainda na maternidade, antes de sua alta hospitalar. É simples, indolor, não precisa de qualquer preparo ou colírio e leva menos de 3 minutos. São observados a cor das pupilas (que devem ser pretas), o reflexo vermelho da retina e os reflexos à luz. Desta forma, o médico que faz o exame observa se há algum obstáculo ou alguma opacidade que impeça a entrada de luz no olho.

Com o Teste do Reflexo Vermelho pode-se identificar problemas importantes como a catarata congênita, cicatriz na córnea, tumores, glaucoma, retinoblastia, infecções, estrabismo e desvios oculares, além de outras condições.

O Teste do Olhinho também pode ser realizado na primeira consulta do bebê com o pediatra, e repetido mais 2 vezes antes de chegar ao primeiro ano de vida. Uma vez detectada alguma alteração no exame, o Pediatra deve encaminhar a criança ao Oftalmologista.

É importante ficar atento se o bebê de fato foi submetido ao exame, pois embora ele seja oferecido gratuitamente pelo SUS, ele não está disponível em todos os Estados e cidades do país.

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Quando devo levar meu filho ao Oftalmologista?

Com alguns poucos meses de idade os bebês já podem apresentar quadros de miopia, hipermetropia e astigmatismo, e como eles ainda não falam, os pais devem prestar atenção aos mínimos detalhes. Eles podem, por exemplo, ter dificuldade em reconhecer rostos ou pegar objetos próximos.

Quanto mais cedo os pais detectarem qualquer pequena alteração na visão do bebê, e o encaminharem ao oftalmologista, mais cedo poderá ter início o tratamento. Como a visão se desenvolve durante os primeiros sete anos de vida, esta é a fase perfeita para serem obtidos os melhores resultados.

Os óculos usados por bebês são especiais, feitos especialmente para atender às necessidades deles. Normalmente costumam ter a armação feita com materiais emborrachados, mais resistentes, maleáveis e confortáveis, como o acetado ou o silicone (nylon). As lentes são bem mais resistentes a quedas e arranhões. E ainda têm uma faixa elástica, ou fita, que prende os óculos à cabeça do bebê, facilitando o seu uso.

Os pais devem estar atentos também à adaptação e ajustes dos óculos no rosto da criança, que ainda não tem a base nasal completamente desenvolvida, mas precisa se sentir confortável com eles.

Meu filho está na pré-escola e parece não ter dificuldade em enxergar. Devo levá-lo ao Oftalmologista, mesmo assim?

Sim, deve! O Conselho Brasileiro de Oftalmologia afirma que 12% das crianças nos primeiros anos escolares precisam de óculos para correções, e o mais preocupante é que 80% de todas as crianças nesta faixa etária nunca fizeram nenhuma visita ao Oftalmologista e desconhecem que precisam de óculos.

Crianças com dificuldade de enxergar podem perder o interesse pelas aulas e apresentar mais dificuldade de se concentrar e aprender. Mesmo que o Teste do Olhinho não tenha revelado problemas inicialmente, é importante consultas de rotina ao oftalmologista, já que o olho desenvolve-se até os 7 anos de idade e condições como a miopia, astigmatismo e hipermetropia costumam variar muito com o tempo e afetar em maior ou menor grau a acuidade da visão – não só na infância, mas ao longo de toda a vida.

A revisão cuidadosa da saúde dos olhos é fundamental para assegurar que nenhuma das fases de desenvolvimento da criança seja prejudicada por problemas de visão que poderiam ser contornados com uma visita ao oftalmologista.

E se meu filho rejeitar os óculos?

É incomum as crianças apresentarem rejeição aos óculos, porque ela logo percebe o benefício da visão mais nítida e o “novo mundo” que se revela em decorrência disto.

Se seu filho apresentar alguma rejeição inicial aos óculos novos, procure investigar como ele está se sentindo ou se ouviu alguma bobagem de um coleguinha. É fundamental que os pais falem com entusiasmo sobre os novos óculos do filho, contem a ele os benefícios que terá usando-o, e aproveitem para oferecer armações à escolha dele, coloridas e “moderninhas”.

Caso ele seja vítima de bullying na escola, ou nos lugares que frequenta, os pais devem se comunicar com a escola formalmente e pedir um auxílio aos orientadores e professores, para que eles contribuam elogiando e explicando as vantagens de poder corrigir a visão.

A visão é o sentido mais aguçado no ser humano e, por isso, é fundamental detectar precocemente suas alterações, evitando efeitos negativos sobre o desenvolvimento da criança. As crianças descobrem o mundo com base naquilo que vivenciam: elas tocam em tudo, levam objetos à boca, ouvem e enxergam intensamente e com grande interesse.

Não detectar um problema de visão em uma criança significa limitar sua capacidade cognitiva em algum grau; significa afetar a forma como ela experiencia o mundo que está descobrindo.

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