Terapia de Casal: 8 sinais de que a relação pede ajuda

10/04/2018 | Psicologia

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Quando a relação está desgastada e o diálogo está difícil, muitos casais concordam em recorrer à Terapia de Casal. Com a ajuda de uma pessoa neutra, que facilite a escuta e a conversa de forma harmônica, a ideia é realinhar a relação. Que tipos de casal buscam este caminho? E o que se pode esperar dele?

Na terapia de casal existe um ambiente neutro, protegido, acolhedor e cuidadoso, para repensar a relação, se aprofundar no autoconhecimento, encontrar saídas para seus impasses, desabafar, minimizar o desconforto na convivência, dissipar mágoas e desencontros, ou até mesmo para o acompanhamento em situações de litígios e términos de relações.

O importante não é só cuidar da relação, mas também, e principalmente, dos indivíduos.

As sessões de casais não são um ambiente para acusações e julgamentos, e sim para a tentativa de se reestabelecer o diálogo saudável e construtivo entre o casal.

O objetivo da Terapia de Casal é salvar a relação?

Em muitos casos este é o objetivo inicial, sim.

Mas é importante ter em mente que, ainda que salvar a relação possa ser a motivação principal, o processo terapêutico não tem um final pré-definido. É um caminho no qual podem surgir revelações desagradáveis, reconhecimento de falhas, diálogos nunca imaginados e, muitas vezes, também o perdão.

O objetivo da terapia de casal é melhorar o relacionamento, mesmo que eventualmente se descubra que a relação não seguirá adiante, e que as partes serão mais felizes cada qual seguindo seu rumo, separadamente”, destaca Ana Paula Pelosini, psicóloga parceira do portal Nossos Doutores

Nestes casos, o psicólogo ajudará nas escolhas de quais serão as ações mais benéficas para todos, tanto na reorganização da família, como no âmbito pessoal. Existem casos em que a terapia de casal não funciona e caminha para atendimentos individuais dos parceiros. Não há regras.

Salvar a relação pode ser a motivação principal, mas o processo terapêutico não tem um final pré-definido. É um caminho no qual podem surgir revelações desagradáveis, reconhecimento de falhas, diálogos nunca imaginados e, muitas vezes, também o perdão.

Ana Paula Pelosini

Psicóloga - CRP 06/44.852

Que casais procuram a terapia?

O fato do casal concordar em fazer uma terapia de casal demonstra uma disposição em tentar resolver algo que não vai bem na relação – seja ela de longa duração, ou bastante recente.

Ana Paula Pelosini aponta que, diferente do que muita gente pensa, a Terapia de Casal não é um recurso buscado apenas por casais maduros, que estão juntos há muitos anos e que enfrentam grandes “traumas” na relação, como traições ou agressões.

Segundo ela, “no consultório é comum receber casais que estão juntos há pouco tempo, incluindo recém-casados ou namorados, que muitas vezes se dão muito bem em certos aspectos (como o sexual), mas que têm problemas importantes de comunicação, e já chegaram a um ponto de desgaste que precisam de ajuda para reconstruir o diálogo e resolver os conflitos”.

Ela destaca que os assuntos levantados variam muito, e podem ir desde questões amplas, como falta de intimidade ou desinteresse, até questões muito pontuais práticas do dia a dia, como brigas sobre interferências de terceiros (normalmente a família) na relação ou na educação dos filhos, conflitos sobre a dinâmica da casa (limpeza e organização, por exemplo), entre outros.

O que esperar do psicólogo numa Terapia de Casal?

O psicólogo aplica sua experiência e capacitação para facilitar o diálogo nestes encontros, que nem sempre são fáceis. Ele tem muito mais uma função de escutar e de fazer perguntas cujas respostas possam clarear os sentimentos dos pacientes, do que dar conselhos ou palpites. Este processo ajuda o casal a enxergar novas possibilidades e a caminhar rumo à resolução dos seus conflitos, seja eles quais forem.

Casal conversando com psicólogo

O profissional que atende casais tem em mente que o paciente deste tipo de terapia, muito mais do que as partes, é a relação. E deve, portanto, ser um intermediador, um facilitador que propõe reflexões sobre o papel, atitudes, sentimentos e expectativas de cada um na relação.

O objetivo das sessões não é o embate e a disputa, nem achar culpados. O objetivo é fazer o casal avaliar suas responsabilidades, sentimentos e expectativas na relação, sem fazer juízo de valores. O profissional de psicologia é um mediador, não um juiz. Para isso, é importante que o casal esteja aberto a um diálogo franco, honesto e aberto a olhar para a relação como um todo, não só para problemas ou episódios específicos.

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Qual é a hora certa para começar a Terapia de Casal?

Não existe hora certa, mas quanto antes se buscar auxílio, melhor. “Com o desgaste da relação e os atritos, alguns casais constroem uma barreira ao diálogo – o que inevitavelmente leva a um distanciamento. Alguns demoram meses, e até anos, para procurar ajuda.

Em casos assim, geralmente a relação fica muito comprometida, pois já sofreu deteriorações em seus alicerces, o que agrava bastante as dificuldades de comunicação”, destaca a psicóloga Fátima de Camillo, que atende na Bela Vista e Parque Continental, e também é parceira do Nossos Doutores.

Mas, mais importante do que a hora certa, é o casal concordar em recorrer à terapia. Ambos precisam estar motivados, desejando buscar ajuda e dispostos a expor o que lhes incomoda. Assim, a responsabilidade e o compromisso com o processo terapêutico serão igualmente compartilhadas. Quando apenas um membro do casal está envolvido no processo, há poucas chances de dar certo ou gerar benefícios à relação.

“Muitos casais demoram meses, e até anos, para procurar ajuda. Em casos assim, geralmente a relação fica muito comprometida, pois já sofreu deteriorações em seus alicerces, o que agrava bastante as dificuldades de comunicação.”

Fátima de Camillo

Psicóloga - CRP 06/22.535

8 sinais de que a relação pede ajuda

A rotina e os hábitos muitas vezes mascaram problemas na relação, que ao longo do tempo geram só mais distanciamento e desinteresse. É claro que uma relação não pode estar em debates permanentemente, mas a ausência de diálogo e de atenção, queixas constantes ou mera indiferença são sinais de que algo não vai bem.

Tristeza

Um dos cônjuges, ou ambos, encontram-se frequentemente tristes e depressivos.

Irritabilidade

Você ou seu cônjuge ficam facilmente irritados, até mesmo por motivos “tolos”.

Só mais uma hora sem ninguém me “encher”

Falta de vontade de passar tempo ao lado do cônjuge ou de voltar para a casa.

Nem sei quando foi a última vez

Pouco ou nenhum desejo sexual, com afastamento físico e quebra da intimidade.

Não aguento mais!

Brigas frequentes, que abrem cada vez mais espaço para o desrespeito e agressões (mesmo que só verbais).

Não estou nem aí…

Falta de interação e indiferença quanto ao silêncio do casal, mesmo sobre assuntos que requerem diálogo.

Isto é seu problema, não meu!

Afastamento afetivo e indiferença quanto aos sentimentos um do outro.

Você não vai comigo!

Mentiras recorrentes, traição e excesso de situações que excluem a participação do cônjuge.

Filhos podem sofrer com os desajustes do casal

Pensando nos Filhos

Um fato que deve ser levado em conta pelos casais é o quanto os filhos estão sendo afetados pelos conflitos da relação. A desarmonia e o sofrimento de um casal não passam despercebidos pelos filhos e podem estremecer sua segurança emocional.

É muito importante que os pais observem os sinais de que o filho possa estar sofrendo e precisa de terapia infantil.

“Muitas vezes é mais saudável viver em harmonia com os pais separados, do que em guerra com eles juntos. Filhos não devem se sentir ameaçados, culpados ou afetados física e emocionalmente por uma relação destrutiva dos pais. Nem merecem ficar inseridos numa situação em que a vida se torna disfuncional”, observa Fátima de Camillo.

Quando a separação acontece é absolutamente imprescindível que os pais não cometam a alienação parental, que pode causar profundas dores nos filhos e sequelas emocionais que podem perdurar toda a vida.

Sem tabus

Quando um casal está vivendo uma fase de desarmonia, é comum ouvir conselhos carregados de preconceitos e de tabus. O mais comum é o de que a terapia de casal só vai piorar as coisas ou que só serve para apressar a separação de um casal, já que uma das partes pode “criar forças”, apoiada pelo psicólogo. Ouve-se também que um casal deve resolver seus problemas sozinho, que ir a terapia de casal é se expor, e outras coisas deste tipo.

Grande engano. A terapia é um recurso saudável e legítimo para quem busca melhorar o autoconhecimento individual e do casal, para quem quer encontrar um ponto de equilíbrio, voltar a sentir bem-estar e felicidade.

Um casal que verdadeiramente se dispõe a fazer uma terapia em geral está aberto ao diálogo – e este pode ser justamente o melhor caminho para que o casal, conjuntamente, entenda do que a relação precisa para tornar-se mais saudável – seja como for.

Outro tabu é o discurso de que terapia de casal custa caro. Mas isto não é necessariamente verdade. No Nossos Doutores, por exemplo,  é possível encontrar profissionais que oferecem terapia de casal por valores bastante acessíveis.

Objetivo final: ser feliz

É natural a ocorrência de conflitos e desgastes numa relação conjugal. Casais discutem, claro. Mas, quando esses conflitos ocupam espaço a ponto de atrapalhar ou inviabilizar o diálogo, a busca por ajuda não representa falta de competência na resolução destas diferenças. Muito pelo contrário: representa o desejo e a coragem de propor mudanças e de resgatar o diálogo. A terapia ajuda o casal a ver com mais clareza sua situação e agir, de acordo com esses achados.

O objetivo final é ser feliz, seja qual for caminho a ser tomado. E isto é possível com abertura, franqueza e compromisso com uma relação que, ainda que esteja abalada, merece ser olhada com respeito e maturidade.

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Participaram desta matéria:
Ana Paula Pelosini, Psicóloga - Vila Clementino, São Paulo (SP)

Psicóloga – CRP 06/44.852 | Vila Clementino, São Paulo – SP

Psicológa com mais de 30 anos de atuação.

Grande experiência no atendimento a casais.

Atendimentos também individuais (adultos, inclusive como coach) e famílias.

Fátima de Camillo, Psicóloga - Bela Vista e Parque Continental, São Paulo (SP)

Psicólogo – CRP 06/22.535 | Bela Vista e Parque Continental, São Paulo – SP

Atendimento em Psicologia Clínica há 20 anos.
Psicoterapia Individual (Adultos) e Casais
Atendimento para grupos de Portadores da Síndrome do Pânico e familiares
Atendimento para grupos com transtornos de Ansiedade

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